ERA UMA VEZ O CINEMA


Amarcord (1973)

cover Amarcord

link to Amarcord on IMDb  

País: Itália, 123 minutos

Título Original: Amarcord

Diretor(s): Federico Fellini

Gênero(s): Drama, Comédia

Legendas: Português,Inglês, Espanhol

Tipo de Mídia: Cópia Digital

Tela: 16:9 Widescreen

Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080

Avaliação (IMDb):
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7.9/10 (36281 votos)

DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA

PRÊMIOS star star star star star

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Federico Fellini)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme

David de Melhor Direção (Federico Fellini)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Federico Fellini)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Italiano (Federico Fellini)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Revelação Masculina (Gianfilippo Carcano)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Estória Original (Federico Fellini, Tonino Guerra )

Prêmio Fita de Prata de Melhor Roteiro (Federico Fellini, Tonino Guerra)

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Europeu (Federico Fellini)

Círculo dos Roteiristas de Cinema, Espanha

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Cálices de Ouro, Itália

Prêmio Cálice de Ouro de Melhor Filme (Federico Fellini)

Prêmios Globo D'Oro, Itália

Globo d'Oro de Melhor Filme (Federico Fellini)

Sinopse: Assistir Federico Fellini é sempre uma nova descoberta, um novo olhar, uma nova história. Agora, assistir a um dos maiores gênios italianos dentro de um cinema, mais de 40 anos após o seu auge, é ainda melhor. O filme escolhido pelo Olhar de Cinema na mostra “Olhares Clássicos” foi essencial: Amarcord, de 1973. Não é o mais famoso do diretor, nem o mais esquecido, é um essencial.

1930, fascismo, infância, desejos e recordações. Em um plano geral, é disso que Amarcord – em uma tradução livre, algo parecido com “eu me lembro” – é feito. O próprio diretor afirma que não se trata de um filme autobiográfico, mas uma obra repleta de lembranças, sonhos e desejos do artista.

Estamos em uma Rimini onírica, ou seja, a cidade da Itália em que Fellini nasceu, mas em um formato fantasioso, assim como a maioria dos acontecimentos do filme que, muitas vezes, são desconexos e surreais. Aqui, vive Gradisca, interpretada sensualmente por Magali Noël (A Doce Vida), a gorda de seios fartos que trabalha na tabacaria (Maria Antonietta Beluzzi), a ninfomaníaca chamada Volpina (Josiane Tanzilli) e a família de Titta (Bruno Zanin), o garoto central da história.

Todos esses personagens citados, além das outras pessoas do povoado, possuem alguma conexão com Titta e, o mais interessante, é que as histórias são contadas de modo desconexo, o que resulta em um “surrealismo felliniano”, algo basante presente, também, em “8 e Meio“.

Ao mesmo tempo em que Amarcord é surreal pelo fato dos acontecimentos desconexos, é um filme bastante próximo a nós. Uma vez que as simbologias de cada contexto estão presente no nosso dia-a-dia. As brigas familiares durante o almoço, a descoberta do sexo, os desejos carnais, a morte… Fellini conseguiu transpor isso na tela de uma forma surpreendente, a qual nos faz sentir parte daquela pequena cidade na Itália.

Em questões técnicas, o filme não peca. A direção de fotografia ficou por conta do talentoso Giuseppe Rotunno, que foi indicado ao Oscar da categoria pelo filme O Show Deve Continuar (1979), mas perdeu para o incrível Apocalypse Now, de Coppola (com direção de fotografia do Vittorio Storaro). É um encanto em cada cena, desde as cores utilizadas até os enquadramentos marcantes. Sem contar as belíssimas cenas embaixo da neve.

A trilha sonora é como se fosse um personagem do filme que, sem ela, não teria graça. Nino Rota é um dos principais nomes da música no cinema, e não é por menos: Poderoso Chefão, O Leopardo, Oito e Meio, A Doce Vida e Amarcord estão entre seus principais trabalhos, que conseguem transpor a essência das cenas para as notas musicais de uma forma completamente única.

Da filmografia italiana, Amarcord é um filme indispensável, seja por sua estética ou pelas histórias que circulam a vida de Titta. Uma obra que merece ser assistida sempre que possível, mas sempre com novos olhares.

 

Elenco: